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	<title>Valete de Copas</title>
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	<description>Opiniões Ilustradas</description>
	<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 15:53:16 +0000</pubDate>
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		<title>PESSOAS</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 15:51:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
Gosto muito de pessoas. Cheguei a essa constatação ao perceber como reparo demais em cada rosto na rua e como me agonio de estar em multidões, como se ali tivesse informação visual demais, ou no popular, &#8220;gente demais pra eu olhar&#8221;. Meu caso não é simplesmente reparar belezas ou defeitos, e sim entender a riqueza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://img251.imageshack.us/img251/7108/pessoas.jpg" alt="" width="455" height="423" /></p>
<p>Gosto muito de pessoas. Cheguei a essa constatação ao perceber como reparo demais em cada rosto na rua e como me agonio de estar em multidões, como se ali tivesse informação visual demais, ou no popular, &#8220;gente demais pra eu olhar&#8221;. Meu caso não é simplesmente reparar belezas ou defeitos, e sim entender a riqueza de detalhes ou histórias que cada traço pode me contar.</p>
<p>Esse exercício tem um muito de preconceito. Vamos chamar de &#8220;pré-concepção&#8221;, para não soar tão pejorativo. Buscar entender ou avaliar alguém que nunca vimos na vida envolve um boa dose disso, além de imaginação em decodificar o que os estímulos visuais captam e de que forma decodificar isso em conceitos. A pessoa pode ter &#8220;cara de que não saber lidar com finanças&#8221;, um andar de &#8220;me invejem, sou feliz no meu casamento&#8221; ou uma &#8220;pinta de ser bom desportista&#8221;. Nossa matéria sempre tem muito a dizer, e traçar esses parâmetros é um divertido jogo de adivinhação quando se trata de uma pessoa que acabamos de conhecer (e teremos a oportunidade de conhecê-la melhor). Podemos constatar os palpites, ou ter gratas surpresas com os chutes furados.</p>
<p>É bom também ouvir histórias. Essas de interior, de pessoas simples mas que tem mais domínio da lábia do que muita gente letrada e estudada. Que sabe como falar, como envolver um enredo do início ao fim. Gosto de uma boa conversa, e de ouvir uma boa história. É bom sentir que pode aprender com as pessoas, independente do grau de instrução, idade, ou o quanto ela é ou vai ser relevante na nossa vida. Tem palavras que em um único momento ficarão gravadas pelo resto da existência.</p>
<p>Talvez por tudo isso agora eu entenda meu receio da morte. Não a minha&#8230;pois encerra minha existência aqui e pronto. Mas enterrar alguém representa perder definitivamente a presença, o olhar, os gestos, as histórias&#8230;incomoda demais saber que acabou. Estou lidando com isso nesse momento e tudo o que penso é &#8220;vamos fazer um filme?&#8221;. É uma boa registrar pequenos momentos para mostrar como em 2010 uma pessoa foi um dia&#8230;No mundo somos bilhões, mas cada um que vai leva uma chuvinha de lágrimas. Deixar cenas gravadas é um belo legado para gerações que podem nem vir a nos conhecer.</p>
<p>Obs: Desenhos adaptados de uma campanha criada para a Loja Colabora.</p>
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		<title>DUAS RODAS</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 15:34:03 +0000</pubDate>
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Em fevereiro de 2008 comprei uma moto. Sem saber andar mesmo. Decidi que era mais fácil aprender tendo meu próprio veículo, que passou 2 meses na garagem até eu criar coragem para as primeiras voltas no quarteirão. Só fui rodar na cidade mesmo em junho, e no primeiro dia que fui pro Libra nela um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://img231.imageshack.us/img231/6494/motodv.jpg" alt="" width="455" height="376" /></p>
<p>Em fevereiro de 2008 comprei uma moto. Sem saber andar mesmo. Decidi que era mais fácil aprender tendo meu próprio veículo, que passou 2 meses na garagem até eu criar coragem para as primeiras voltas no quarteirão. Só fui rodar na cidade mesmo em junho, e no primeiro dia que fui pro Libra nela um buraco &#8220;me acertou&#8221;. Problemas e dificuldades à parte, a vida em duas rodas me fascinou.</p>
<p>Não sou um motoqueiro, na essência da palavra. Minha motoca é uma <a href="http://www.garinni.com.br/">Garini</a> 125 cilindradas, automática. Nem marcha eu passo. Meu caso com as motos é a praticidade no deslocamento, as fugas do trânsito e economia de combustível. As subidas na calçada, os atalhos, contramãos furtivas&#8230;fazem parte da adrenalina de quem dirige moto. O que pra mim foi uma opção pela falta de condições financeiras de bancar um carro, hoje é uma relação afetiva.</p>
<p>Nesse exato momento a vermelhinha tá na oficina. Problemas no pistão, biela e camisa, que tô esperando vir por SEDEX (problemas de escolher um veículo importado). Falando assim parece que entendo pra caramba&#8230;mas não sei lhufas. Nem sei em que pescoço veste essa tal camisa. Até tenho os &#8220;Moto´s day&#8221; - sábados que tiro para passar o dia na oficina, ajustando, regulando, mando lavar - mas ainda não aprendi grande coisa. Confesso que depois desse problema - e de doer um bocadinho no bolso, e me fazer esperar vários dias à pé - vou retomar com tudo o aprendizado na arte da mecânica. Conhecer as peças, saber verificar pequenos problemas, levar à revisão na hora certa&#8230;afinal, dizem que o veículo é a extensão do corpo do condutor&#8230;a moto então representa ele próprio, tal é a simbiose de quem se habilita a ver o mundo nesta ótica.</p>
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		<title>E UM CICLO SE FECHA</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 23:40:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Williams Carvalho Magalhães]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quem acompanhou aqui pelo blog, 2 meses atrás perdi minha avó. E ainda em meio a esse turbilhão de tristeza e cuidados com a situação (o vovô precisava de muitos deles), o velho &#8220;Mago&#8221; resolveu reencontrar sua companheira. Para nós, mais um susto. Novamente ter que passar por todos os procedimentos sofridos com funerária, velório [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://img833.imageshack.us/img833/5913/vovoevovo.jpg" alt="" width="455" height="382" /></p>
<p>Quem acompanhou aqui pelo blog, 2 meses atrás <a href="http://www.valetedecopas.ecleteca.com.br/?p=190">perdi minha avó</a>. E ainda em meio a esse turbilhão de tristeza e cuidados com a situação (o vovô precisava de muitos deles), o velho &#8220;Mago&#8221; resolveu reencontrar sua companheira. Para nós, mais um susto. Novamente ter que passar por todos os procedimentos sofridos com funerária, velório e enterro. Para eles dois, com certeza a paz. E essa aura me contagiou, espero poder passar essa força para minha família, em meio a esse súbito desaparecimento dos dois elos do topo da árvore dos Da Silva Magalhães.</p>
<p>Vejo os tios teimosos e rancorosos amolecendo seus corações, retomando contato, abrindo seus corações e voltando a ter fé. Fé essa minha que também andava perdida&#8230;ando buscando caminhos que tenho identificação e me trazem paz. Me vejo rezando, agradecendo coisas simples, como a água que cai do chuveiro, o alimento que como e o novo dia em que abro meus olhos. Penso que maravilhosa é a possibilidade de estar aqui, e qual é o poder que temos de mudar o mundo que nos rodeia, ajudando quem passa por nosso caminho.</p>
<p>Na hora em que o caixão do vovô estava descendo e todos contemplavam o fim de sua matéria, olhei para o céu. Não sei se por força da imaginação ou por ironia de Deus, vi uma ponta de nuvem formar a silheta do velho Williams, com um largo sorriso - que há muito ele já não podia dar. Sorri. Sozinho, não quis mostrar pra ninguem e ser chamado de maluco. Mas senti uma tranquilidade de que nós estamos aqui enquanto pudermos fazer coisas boas, ensinar e aprender. A partir daí, quando isso termina, temos a recompensa eterna. Feliz vida nova ao vovô Williams e à vovó Myriam. A nós, sobram ensinamentos, lembranças e saudades.</p>
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		<title>F.E.02 - COMO REALIZAR UMA BOA NEGOCIAÇÃO, POR ANTÔNIO BARROS</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Jun 2010 18:47:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Antônio Barros]]></category>

		<category><![CDATA[Feira do Empreendedor]]></category>

		<category><![CDATA[Negociação]]></category>

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		<category><![CDATA[Teoria do Iceberg]]></category>

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		<description><![CDATA[A segunda boa palestra que assisti na Feira do Empreendedor diz respeito a como realizar uma negociação de sucesso. Mas afinal, será que devemos enxergar como negociantes apenas aquelas pessoas que lidam com transações milionárias? Negociar, na verdade, é uma realidade da vida, pois fazemos isso a todo momento, utilizando informações e poder para enfrentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda boa palestra que assisti na Feira do Empreendedor diz respeito a como realizar uma negociação de sucesso. Mas afinal, será que devemos enxergar como negociantes apenas aquelas pessoas que lidam com transações milionárias? Negociar, na verdade, é uma realidade da vida, pois fazemos isso a todo momento, utilizando informações e poder para enfrentar comportamentos, persuadindo o interlocutor em troca de concessões. Sim, é um jogo de poder, em que a cada jogada tentamos diminuir o poder do outro - uma vez que devemos enxergar nosso objetivo em primeiro lugar. Esse poder é subjetivo e depende da percepção e postura da pessoa perante uma negociação iminente.</p>
<p>Em sua fala, Antônio levantou fatores cruciais que conferem poder a um negociador - motivação, vontade, auto-estima, auto-conhecimento, criatividade, competência, compromisso, capacitação, aparência, tom de voz, gestos, postura&#8230;poder-se-ia discorrer várias linhas sobre cada um desses itens, mas o fundamental é perceber a correlação entre eles no sentido de dominar a situação e aproximar o interlocutor, puxando para si a situação, não sendo o primeiro a ceder e, no fim de tudo, chegar em uma conclusão do &#8220;ganha-ganha&#8221; - onde ambos sentem-se contemplados, valorizados e satisfeitos com o desfecho. Saber ouvir é fundamental em vários âmbitos da vida. Na negociação, então, é crucial: tudo que alimente de informações sobre o cliente será ouro na hora de idealizar as transações, o que também conferirá maior poder de barganha.</p>
<p>Outro fator interessante levantado na palestra é que o negociador não é um sujeito padrão com todos os atributos citados acima. Seguindo a divisão apontada na palestra, existem 4 tipos básicos de negociadores, divididos em pares:</p>
<p>Negociador Informal<br />
- Inovador: é criativo em suas sugestões, sempre disposto a uma negociação diferente e nova;<br />
- Apoiador: suporta as decisões, atuando como se estivesse &#8220;do lado&#8221; de seu interlocutor;</p>
<p>Negociador Formal<br />
- Dominador: busca impor suas decisões, dificilmente refresca, fazendo o estilo &#8220;pegar ou largar&#8221;;<br />
- Analítico: ouve bastante e procura pensar em todas as possibilidades antes de propor algo.</p>
<p>Dentro desses parâmetros de características e análises, podemos utilizar a teoria do iceberg dos negociadores (não achei dados concretos de seu autor) para entender de fato que um processo de negociação envolve atributos aparentes e outros &#8217;submersos&#8217;, mas que devemos ter noção que eles existem, conforme o gráfico abaixo:</p>
<p><img class="alignnone" src="http://img444.imageshack.us/img444/1561/icebergs.jpg" alt="" width="455" height="400" /></p>
<p>Avaliando o que está fora d´água percebemos que é o nível das coisas que podem ser percebidas e as que querem ser expostas. Tudo que é de mais absoluto e real fica escondido. O grande trunfo do negociador seria perceber onde a outra parte de fato quer chegar na negociação, elevar seu poder e a partir daí fazer os movimentos mais precisos, em busca de valorar o resultado da negociação.</p>
<p>Uma diferença simples e interessante mas que nem sempre paramos pra pensar é entre &#8216;custo&#8217; e &#8216;valor&#8217;. O &#8216;custo&#8217; representa o que eu sei e digo que meu produto ou serviço vale. O &#8216;valor&#8217; é o que cliente percebe que aquilo potencialmente custaria. Frequentemente fazemos inconscientemente o peso entre &#8216;custo&#8217; e &#8216;valor&#8217;, estando o custo de algo mais aceitável à medida que a percepção de valor cresce. Mais um trunfo para o negociador: dentro dos processos, fazer o interlocutor elevar o padrão de valor que ele atribuiu a determinada coisa. Frases como &#8220;olhe melhor! veja que acabamento de primeira!&#8221;, que permite reavaliação e ganho de poder.</p>
<p>Analisando tudo o que foi dito dá pra pensar que de fato a todo momento estamos buscando nos impor e aumentar nosso poder. O foco da palestra foi essencialmente voltado ao mundo dos negócios, mas me acendeu o alerta para perceber que é um comportamento cotidiano&#8230;negociamos para convencer a família a trocar de canal, a(o) namorada(o) na hora de escolher o cardápio, a turma a escolher onde tomar uma cerveja. Ao ser humano foi dado os mecanismos de linguagem e expressão que podem minimizar a sensação de que o outro está sendo persuadido, mas no fundo estamos diariamente nos posicionando e impondo aos outros estilo, comportamento e ideias. Contanto que a moral (abstrato, que rege o comportamento humano) obedeça limites éticos (concreto, que avalia socialmente esse comportamento), creio que negociar está mesmo no sangue e precisamos dela para exercer lideranças, ter responsabilidades e compromissos com o mundo.</p>
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		<title>F.E. 01 - COMÉRCIO JUSTO, POR NAJI HARB</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 13:59:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Comércio Justo]]></category>

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		<category><![CDATA[Feira do Empreendedor]]></category>

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		<description><![CDATA[
 Como forma de dar vazão ao conteúdo das palestras que assisti na Feira do Empreendedor (ocorrida em Belém no fim de maio), decidi fazer resumos e dividir por aqui um pouco do que aprendi nesses 5 dias. É bom desmistificar a ideia de que temos que aprender somente coisas da área de atuação. Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://demontfortstudents.com/files/markcol_200dpi_fm_col_rblk.jpg" alt="" width="288" height="287" /></p>
<p><br style="color: #000000;" /><span style="color: #000000;"> Como forma de dar vazão ao conteúdo das palestras que assisti na Feira do Empreendedor (ocorrida em Belém no fim de maio), decidi fazer resumos e dividir por aqui um pouco do que aprendi nesses 5 dias. É bom desmistificar a ideia de que temos que aprender somente coisas da área de atuação. Foi legal sentar na platéia e ouvir atentamente conhecimentos totalmente novos.</span><br style="color: #000000;" /><span style="color: #000000;"> </span><br style="color: #000000;" /><span style="color: #000000;"> Escolhi essa palestra por julgar interessante entender alguns mecanismos de transações comerciais. Gostei de identificar esse tipo de iniciativa e perceber aplicabilidade em outros mercados. Inclusive, a pergunta que fiz foi &#8220;existe a possibilidade de implementar ideais de comércio justo na prestação de serviços?&#8221; Pela lógica do sistema, sim, como vemos a seguir.</span><br style="color: #000000;" /><br style="color: #000000;" /><span style="color: #000000;"> O ideal de Comércio Justo está em estabalecer preços mínimos para determinada mercadoria baseado em custos de produção e logística, levando em conta fatores de risco (possíveis prejuízos, seguro, entresafra, perdas na produção, entre outros). É uma medida que favorece o produtor em detrimento de atravessadores e demais revendedores que elevam o preço sem estimular melhorias de qualidade. Geralmente é difícil para pequenos produtores que façam investimentos em tecnologias de extração, cultivo, produção ou manufatura, portanto é fundamental para este processo que se associem e padronizem as etapas, a fim de atender demandas maiores e competir com os grandes com produtos que tem garantia de origem.</span><br style="color: #000000;" /><br style="color: #000000;" /><span style="color: #000000;"> As associações são democráticas e gerenciam as possibilidades e prospecção de novos mercados, lobbys e assinatura de contratos. Tem por dever agir com transparência e reinvestir na comunidade a qual pertence, seja na construção de praças, quadras poliesportivas, escolas, etc. Certificar-se pelo selo fairtrade exige enquadrar-se em 220 (!) critérios, que vão desde treinamentos, estudos de mercado, plano de marketing, adaptação de produtos&#8230;tudo no maior rigor e dentro de princípios justos, éticos e de qualidade. </span><br style="color: #000000;" /><br style="color: #000000;" /><span style="color: #000000;"> Para pequenos produtores, a certificação em órgão especializado vai além de um simples selo que lhe renderá o lucro justo: alimenta-se autoestima e autoconfiança, faz com que se especializem em negociações, entendam mais do mercado que atendem e expandam horizontes. E como isso pode se aplicar em outros mundos, o que se tira de lição deste exemplo? </span><span style="color: #000000;">A principal talvez seja a percepção de que costumamos consumir marcas e temos, nessa dinâmica, pago mais pelo valor atribuído a elas do que por sua qualidade latente. </span><br style="color: #000000;" /><br style="color: #000000;" /><span style="color: #000000;"> O critério de opção por qualidade tem sido </span><span style="color: #000000;">minado pelo deslocamento dos referenciais, onde experimenta-se e prioriza-se o consumo das ideias e conceitos, em detrimento dos valores reais, de uso e beneficio, propocionados por determinado produto ou serviço</span><span style="color: #000000;">. O ideal de comércio justo - que hoje prolifera e expande </span><span style="color: #000000;">mercado no segmento de produtos alimentícios - se encaixaria perfeitamente se transferido para as dinamicas comerciais de confecções, eletroeletrônicos, veículos&#8230;e, por que não, de serviços?</span><span style="color: #000000;"> Seria bom saber o que e porque paga-se determinado preço pela hospedagem em um hotel, a quantia destinada ao advogado ou o valor do orçamento cobrado por um publicitário. Não que todos os prestadores de serviço sirvam a mesma espiga de milho, mas para que o próprio cliente saiba reconhecer quando o lhe servirem uma canjica.</span><br style="color: #000000;" /><span style="color: #000000;"> </span><span style="color: #000000;"> </span></p>
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		<title>BROKEN, PARTE IV - OS COMPANHEIROS</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 13:10:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>

		<category><![CDATA[companheiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Voltando aos episódios de &#8220;BROKEN&#8221;&#8230;Como o assunto já tá ficando antigo, resolvi compilar logo de uma vez neste post a apresentação dos meus companheiros de enfermaria. Como relatei anteriormente, não fiquei em quarto isolado&#8230;tampouco tinha direito a acompanhante. Só podia receber uma visita, masculina, e num período de 1h (de 15h às 16h). Isso fez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Voltando aos episódios de &#8220;BROKEN&#8221;&#8230;Como o assunto já tá ficando antigo, resolvi compilar logo de uma vez neste post a apresentação dos meus companheiros de enfermaria. Como relatei anteriormente, não fiquei em quarto isolado&#8230;tampouco tinha direito a acompanhante. Só podia receber uma visita, masculina, e num período de 1h (de 15h às 16h). Isso fez com que tivesse de conhecer novas pessoas nas 24h que passei lá. Cada enfermaria tinha 4 leitos, abaixo os outros integrantes do 550:</p>
<p><a href="http://img340.imageshack.us/img340/1917/blog01.jpg"><img class="alignnone" src="http://img340.imageshack.us/img340/1917/blog01.jpg" alt="" width="250" height="321" /></a></p>
<p>Este foi o primeiro que conheci. A primeira cena que vi ao entrar: o meu leito ainda sendo arrumado pelo enfermeiro, um cara deitado em uma cama, um algemado em outra e um agente prisional fanfarrão sentado ao lado. Fiquei deitado na minha, meio assustado com aquilo. Minutos depois o Rafael chegou. Quebrou a clavícula em um Re x Pa de solteiros e casados em Barcarena. Estavamos juntos contando os minutos para ir pra sala de cirurgia.</p>
<p>Às 15h me chamaram, e nada de chamarem ele. Quando eu estava deixando o bloco cirúrgico, ouvi algo como &#8220;o rapaz de Barcarena só amanhã viu?&#8221;. Aí eu dizia &#8220;pergunta, Rafael! Vais ficar em jejum até que horas?&#8221;. O cara ficou sem comer até umas 17h&#8230;quando realmente ele percebeu que não seria operado aquele dia. Ficou pro dia seguinte&#8230;quando eu tive alta, lá estava ele para iniciar mais um dia em jejum&#8230;</p>
<p><img class="alignnone" src="http://img517.imageshack.us/img517/51/blog02.jpg" alt="" width="250" height="327" /></p>
<p>Esse era o bendito algemado. Confesso que fiquei bastante receoso, tive preconceito. Ficava mais ouvindo o que ele e o agente diziam&#8230;tentando pescar alguma coisa&#8230;Isaías foi o primeiro a ir pra faca, umas 10h. Até então não havia trocado uma palavra com ele. Depois que ele retornou, outro agente veio trocar de turno, vários médicos vinham para discutir a situação do braço dele&#8230;.foi numa dessas que comecei a puxar assunto.</p>
<p>Foi preso por tentativa de homicídio. Um cara o ameaçou de morte e &#8220;antes que viesse me apagar, tentei pegar ele&#8221;, segundo o próprio. Fugiu, passou uns dias foragido, e daí então foi pego em uma festa de aparelhagem. A truculência de um dos policiais resultou no cotovelo luxado que, após vários dias sem os cuidados especiais, nem a cirurgia dava mais jeito, sob risco de perder os movimentos da mão. Ficaria  Isaías, até onde eu sei, com o cotovelo duro pra sempre. &#8220;Saindo do hospital volto pra cadeia. Mas já saio de lá, e vou buscar uma indenização&#8221;. Será que ele consegue?</p>
<p><img class="alignnone" src="http://img25.imageshack.us/img25/3159/blog03b.jpg" alt="" width="250" height="329" /></p>
<p>O Romero desceu na mesma hora que eu pro bloco cirúrgico. Estava com a testa bastante inchada, pontos na boca, olho roxo&#8230;o braço então, nem se fala. Quebrou em três pedaços, tava feio o negócio pra ele. Acidente de moto&#8230;tava fazendo graça na frente de casa, acelerando pra roncar o motor&#8230;numa dessas a moto foi e ele deu de encontro no muro, sem capacete nem nada. Quando saí da minha sala de operação, ele ainda estava em procedimento cirúrgico. Foi o único que encontrei depois desse dia. Em um dos meus retornos ele estava lá, já com o rosto bem melhor, mas o braço&#8230;&#8221;ainda não colou direito&#8221;, disse ele.</p>
<p>A noite lá no hospital foi bem estranha. Malmente se via enfermeiros, apenas uma cambada de marmanjo arrebentados, uns gemiam de dor - eu fui um deles. A cirurgia exige muito de nossa estrutura física, é exercida uma força e peso descomunais, e quando passa o efeito do anestésico a dor vem. Quase não dormi. Nesse vai e vem pelos corredores, quantas histórias, quantas realidades diferentes. O que quebrei foi o braço, mas tenho certeza que minha cabeça foi que se abriu pra muita coisa.</p>
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		<title>TRISTE RETORNO</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 22:42:16 +0000</pubDate>
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Depois de um longo (pra mim) período de inatividade, o Valete está de volta. Infelizmente com a notícia de que minha avó se foi. Tive a honra de fazer essa homenagem para as camisetas que vestiram primos, tios, avô, pai, mãe e amigos. Beijo vó! Vá em paz.
Logo mais retorno com as últimas novidades do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://img32.imageshack.us/img32/8607/vovblog.jpg" alt="" width="428" height="467" /></p>
<p>Depois de um longo (pra mim) período de inatividade, o Valete está de volta. Infelizmente com a notícia de que minha avó se foi. Tive a honra de fazer essa homenagem para as camisetas que vestiram primos, tios, avô, pai, mãe e amigos. Beijo vó! Vá em paz.</p>
<p>Logo mais retorno com as últimas novidades do braço. Obrigado aos que sentiram falta do blog. <img src='http://www.valetedecopas.ecleteca.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /></p>
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		<title>BROKEN, PARTE III - A CIRURGIA</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 15:18:36 +0000</pubDate>
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Um pequeno parentese na narrativa sobre a estadia no Hospital para falar do procedimento cirúrgico em si. Na volta, apresentarei um a um meus companheiros de jornada; por ora, comentários da cirurgia, a segunda no período de um ano.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://img28.imageshack.us/img28/2572/depoisr.jpg" alt="" width="455" height="437" /></p>
<p>Um pequeno parentese na narrativa sobre a estadia no Hospital para falar do procedimento cirúrgico em si. Na volta, apresentarei um a um meus companheiros de jornada; por ora, comentários da cirurgia, a segunda no período de um ano.</p>
<p>Esperei em jejum até às 15h (!!!), quando finalmente fui chamado para a ante-sala do Centro Cirúrgico. O período de 15 às 16h é o único horário diário de visitas, e só permite-se uma pessoa, do mesmo sexo. Meu pai me encontrou nessa ante-sala e deu pra falar rápido e dar o último abraço antes de entrar. Lá da enfermaria, somos chamados em dupla para o 1ºandar. Desceu comigo o Romero do 531 - que será melhor apresentado em um post oportuno. Cada um aguardou um breve instante até que cada um foi chamado para uma das salas.</p>
<p>A enfermaria dava alguns sinais de um local mal cuidado, mas o bloco cirúrgico era o completo oposto. Bem equipado e moderno, o ambiente me tranquilizou. Deitei na cama fria, aluguei os anestesistas com algumas dúvidas, tentando quebrar o gelo. Perguntei sobre o procedimento em si, duração, pós-operatório&#8230;logo percebi a hora de aquietar e dar início aos trabalhos&#8230;</p>
<p>A anestesia não é geral, é local. Uma agulha é enfiada no pescoço para paralisar completamente o braço. Era necessária minha interação - após a agulhada, eu deveria dizer a palavra &#8216;choque&#8217;, quando sentisse um &#8216;choquinho&#8217; formigar meu braço. O impacto é muito intenso, como uma descarga&#8230;em segundos, eu já estava &#8220;choquechoquechoquechoque&#8221;&#8230;o procedimento se repetiu por três vezes, até o braço amortecer por completo.</p>
<p>A partir daí, sessão &#8220;tortura&#8221;: uma espécie de tenda isolava o braço do meu rosto, mas pelo monitor pude ver o procedimento. Uma espécie de furadeira (!!!), com direito a barulho e tudo, atravessou internamente os dois pedaços separados do meu osso. Isso para abrir caminho para a haste de aço inox que hoje habita meu tutano, até segunda ordem. Algumas marteladas pra entrar de vez e pronto! Não senti dor, apenas o impato da furada e marteladas.</p>
<p>Só tive fome umas 3h depois da cirurgia. Tomei sopa fria e comi biscoitos que o papai me levou. A dormência do braço durou umas 5, 6h, e logo após uma dor absurda pelo desgaste do procedimento - a única dor que de fato senti todo esse tempo. Uma noite e algumas horas depois, estava em casa. Extremamente desgastado dessa saga.</p>
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		<title>BROKEN, PARTE II - O HOSPITAL</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 21:39:06 +0000</pubDate>
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Por conta de priorizar outros gastos e por não ter controle das minhas correspondências, atrasei meu plano de saúde o suficiente para causar seu cancelamento. A esta altura, ao final de 2009, pensei: &#8220;- Outra hora vejo isso&#8230;o que de grave aconteceria a um jovem saudável e vacinado?&#8221; Deu-se que por teimosia ou ironia dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://img15.imageshack.us/img15/2081/leitob.jpg" alt="" width="455" height="163" /></p>
<p>Por conta de priorizar outros gastos e por não ter controle das minhas correspondências, atrasei meu plano de saúde o suficiente para causar seu cancelamento. A esta altura, ao final de 2009, pensei: &#8220;- Outra hora vejo isso&#8230;o que de grave aconteceria a um jovem saudável e vacinado?&#8221; Deu-se que por teimosia ou ironia dos deuses, aconteceu o que foi citado no post anterior. A lição começou ali, longe de terminar.</p>
<p>Após o atendimento inicial, correu-se atrás da cirurgia. Descartou-se de cara a Unimed - não dava pra pagar retroativo e operar a tempo - e o Metropolitano  - que só opera quem é socorrido por lá. Meu prazo era 7 dias, quando o osso ainda estaria &#8220;no ponto&#8221; para o procedimento. Através de contatos dos jornalistas da casa, finalmente consegui uma data na Clínica dos Acidentados Maradei, 7 dias após o fatídico, em uma segunda-feira. Nesse dia vivi a primeira experiência de um ser humano atendido pelo Sistema Único de Saúde.</p>
<p>Cheguei cedo, 7:30, em jejum. De mochila arrumada com roupas, livro, lanchinhos pra depois da cirurgia e palavra cruzada. Aguardei na recepção até quase 9:00 e enfim fui chamado. Minha mãe não pode ir comigo à recepção da parte interna, pois já sou maior de 18 e não tinha dificuldades de locomoção e fala. As pessoas desses ambientes parecem carregar uma tensão diferente, assim como uma frieza a certas situações. Ao meu lado um garotinho com a perna inteira engessada, todo machucado, chorava querendo ir pra casa. O médico se dirigia a ele com a mãe, dizendo &#8220;- já vou atendê-los&#8221;, sem o menor traço de comoção.</p>
<p>No consultório, a calha foi retirada pela primeira vez após o acidente, com uma certa brutalidade do médico. O braço tremia, como se os músculos não conseguissem coordenar qualquer movimento. Nessas horas aprende-se a valorizar os ossos - sem eles somos pesados como uma peça de carne no açougue. Após examinar e cogitar diferentes procedimentos possíveis, ouvi do médico: &#8220;- Não vou poder te operar hoje, tá?&#8221;. Não sei se fiquei chateado por mais um dia sem solução ou feliz por poder tomar café da manhã.</p>
<p>Terça-feira, 19/01. Chego novamente em jejum para enfim ser operado. Fui enviado lá pra cima na área de leitos, sem direito a acompanhante. Nada de quarto com TV e banheiro. Minha cama ficava no 5º andar, enfermaria 5, leito 3. Prazer, eu era o 553. Para todos os enfermeiros e médicos, eu era um número e uma fratura: &#8220;- 553, completa oblíqua de úmero&#8221;.</p>
<p>Minha visão inicial da Enfermaria foi a mais bisonha possível: 2 camas ocupadas das 4, um agente prisional em uma cadeira e a outra cama com dois pares de algemas de mão e pé. Sentei na minha cama e tentei ler um pouco, ignorando a fome e a sensação estranha que aquele ambiente me transmitia à primeira vista&#8230;Em breve conto o momento que comecei a fazer amigos por lá&#8230;</p>
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		<title>BROKEN - PARTE I, O ACIDENTE</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 14:59:05 +0000</pubDate>
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Com a virada do ano, é comum que peçamos amor, dinheiro, saúde e outras coisas boas. Coincidentemente os dois últimos começos de ano me reservaram surpresas desagradáveis - ou como costumo chamar, lições de vida. Jogo bola às segundas e quartas há uns 6 meses e na segunda-feira 11 de janeiro, quebrei o braço. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://img35.imageshack.us/img35/7602/antesai.jpg" alt="" width="455" height="436" /></p>
<p>Com a virada do ano, é comum que peçamos amor, dinheiro, saúde e outras coisas boas. Coincidentemente os dois últimos começos de ano me reservaram surpresas desagradáveis - ou como costumo chamar, lições de vida. Jogo bola às segundas e quartas há uns 6 meses e na segunda-feira 11 de janeiro, quebrei o braço. O máximo que já me havia acontecido em uma partida de futebol era uma torção ou fissura. Essa situação nova me trouxe medo e incertezas inumeráveis com o corpo quente do jogo e a mente tensa aguardando a ambulância.</p>
<p>Foi um lance rápido: bola esticada na lateral, e eu já havia perdido um gol em um lance anterior semelhante. Corri o máximo que pude, com a tradicional raça que tenho em campo. O corpo com velocidade excessiva e a proximidade do muro provocaram um acidente que para a maioria que  o ouve, permanece inexplicável. O braço chocou-se contra o muro e fez um efeito alavanca que provocou fratura completa dé úmero.</p>
<p>Não doeu. Ver meu braço pendurado e torcido de maneira impossível pela estrutura óssea me causou grande choque. Com coragem e reflexo, coloquei o braço no lugar e gritei por socorro. Todo meu desespero não era dor, era o pensar nos acontecimentos que sucederiam, no meu trabalho, na moto&#8230;30 minutos se passaram e a ambulância chegou. Depois disso, permaneci tranquilo a grande maioria dos dias até hoje. Com plano de saúde atrasado, contei com apoio da tia do Duque na Unimed BR, que me atendeu prontamente. Fratura confirmada, era a hora de correr para garantir a cirurgia. Nesse meio tempo, agradeço o apoio incondicional de todos do Libra - em especial o Mariano, Duque e Robson - que até segurou meu braço partido em dois quando cansei; aos amigos que ligaram preocupados e visitaram sempre que possível; aos meus pais e irmão, que mesmo emocionados e preocupados fizeram de tudo para conseguir as consultas e cirurgia; e em especial a Yza, que acima da compreensão e apoio de namorada até no banho dos primeiros - e mais difíceis - dias me ajudou.</p>
<p>Brevemente as partes II e III, com a incursão ao hospital e detalhes (escabrosos!) da cirurgia.</p>
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